Os materiais de construção estão diariamente expostos ao calor, ao frio, à chuva e à humidade. Ao longo da vida útil de um edifício, a repetição destas condições pode provocar fissuração, infiltrações e uma perda progressiva de desempenho.
Por isso, a durabilidade de uma parede não depende apenas da resistência dos seus materiais, mas também da sua capacidade para preservar a integridade e o desempenho perante sucessivas variações climáticas.
Para avaliar esse comportamento, uma parede à escala real construída com ECOblocos foi submetida a ensaios de envelhecimento acelerado realizados pelo Itecons, no âmbito do projeto europeu BGREENER com a Comissão Europeia.

Durante aproximadamente um mês, uma parede construída com ECObloco25, com cerca de 8 m² foi submetida a 80 ciclos de calor e chuva e a 5 ciclos de gelo e degelo, com temperaturas entre −20 °C e 70 °C.
A solução foi ainda exposta a ciclos com simulação de radiação solar, combinando uma intensidade de 1100 W/m² com temperaturas entre −20 °C e 35 °C.
Esta sequência de ensaios permitiu avaliar a resposta da parede perante algumas das condições que mais contribuem para o envelhecimento dos sistemas construtivos: calor e frio intenso, água, gelo, amplitudes térmicas e exposição solar.

Ao longo dos ensaios, foram monitorizadas as temperaturas nas diferentes camadas da parede e estimado o seu coeficiente de transmissão térmica antes e depois dos ciclos de envelhecimento.
Apesar de uma amplitude térmica extrema de 90ºC aplicada à superfície exterior, a variação de temperatura registada no interior não chegou sequer aos 3ºC.
Os resultados demonstraram ainda que não ocorreu degradação do desempenho térmico da parede após os ensaios, confirmando a capacidade da solução para preservar as suas propriedades perante condições climáticas severas.

Após os ciclos higrotérmicos, a parede não apresentou fissuração, empolamentos, delaminação, destacamentos ou outros defeitos no sistema construtivo.
Também não se verificou qualquer infiltração de água. Após a desmontagem da parede, os ECOblocos encontravam-se isentos de humidade, confirmando que o sistema preservou a sua integridade mesmo após a exposição repetida à chuva e a variações extremas de temperatura.
Com base nos critérios estabelecidos pela norma EN 16383:2016, a solução foi considerada apta quanto à resistência aos ciclos higrotérmicos.

A durabilidade começa na escolha dos materiais. Com o seu desempenho validado através de ensaios independentes, os ECOblocos contribuem para paredes capazes de enfrentar condições climáticas exigentes sem comprometer a integridade ou o desempenho térmico.
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