Marcação CE para blocos de cânhamo

Um processo pioneiro para o reconhecimento europeu dos blocos de cânhamo

Em 2024, a Cânhamor tornou-se a primeira empresa produtora de blocos de cânhamo a iniciar o processo para a obtenção da marcação CE.

Como ainda não existia um Documento de Avaliação Europeu (EAD) para este tipo de produto, a Cânhamor está a contribuir para o seu desenvolvimento, em conjunto com a Comissão Europeia e os diferentes membros da Organização Europeia para a Avaliação Técnica (EOTA).

O que significa a marcação CE e qual a sua importância?

A marcação CE demonstra que o desempenho de um produto de construção foi avaliado segundo critérios europeus harmonizados. Permite que as suas características sejam apresentadas de forma transparente, rigorosa e comparável.

Para arquitetos, projetistas e construtores, representa maior confiança na especificação do produto e facilita a sua utilização em diferentes mercados europeus. No caso dos blocos de cânhamo, o novo EAD estabelecerá, pela primeira vez, uma base técnica comum para a sua avaliação.

Desempenho térmico

Os ensaios térmicos avaliam a capacidade dos ECOblocos para limitar, armazenar e atrasar a transferência de calor.

    • Atraso térmico — ISO 13786:2017: determina o tempo que uma variação de temperatura demora o material.
    • Condutibilidade térmica — EN 12664:2001 e ISO 8302:1991: mede a capacidade do material para conduzir calor.

Ensaios realizados pelo Itecons em 2025.

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Resistência mecânica

Estes ensaios avaliam a robustez, a consistência e a estabilidade dimensional dos blocos.

    • Resistência à Compressão – EN 772-1:2011+A1:2015: avalia a resistência à compressão (força) de um bloco de alvenaria
    • Resistência ao impacto — EAD 210005-00-0505: avalia o comportamento do bloco perante o impacto de um objeto rígido.
    • Dimensões — EN 772-16:2011: verifica as dimensões e a regularidade geométrica dos blocos.
    • Densidade — EN 772-13:2000: determina a relação entre a massa e o volume do material.
    • Retração e expansão — EN 772-14:2002: avalia as variações dimensionais provocadas por alterações de humidade.

Ensaios realizados pelo Itecons em 2025 e pelo LNEC em 2026.

Saúde e sustentabilidade

A avaliação dos ECOblocos considera o seu impacto na qualidade do ar interior e o seu desempenho ambiental ao longo do ciclo de vida.

    • Emissões de compostos orgânicos voláteis (COV) — EN 16516:2017+A1:2020 e ISO 16000-9:2024: mede os compostos orgânicos voláteis libertados pelo produto para o ar interior.
    • Avaliação do Ciclo de Vida (LCA) — EN 15804:2012+A2:2019, ISO 21930:2017: avalia os impactos ambientais dos ECOblocos ao longo das diferentes fases do seu ciclo de vida. Os resultados são comunicados através de uma Declaração Ambiental de Produto (EPD) verificada.

Emissões avaliadas pelo INEGI em 2026 e desempenho ambiental quantificado através de uma Avaliação do Ciclo de Vida, segundo a EN 15804, e comunicado numa EPD verificada.

Comportamento perante a água

Os ensaios avaliam a interação dos ECOblocos com a água, o vapor de água e as variações de temperatura e humidade.

    • Absorção de água por capilaridade — EN 772-11:2011: mede a água absorvida pelo material por ação capilar.
    • Permeabilidade ao vapor de água — ISO 12572:2016: avalia a capacidade do material para permitir a passagem do vapor de água.

Ensaios realizados pelo Itecons em 2025 e 2026.

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Comportamento ao fogo

A avaliação inclui a reação dos ECOblocos ao fogo e a capacidade dos sistemas de parede para impedir a passagem das chamas e do calor.

    • Resistência ao fogo — EN 1364-1:2015: determina durante quanto tempo a parede mantém a integridade e o isolamento térmico.
    • Ensaio SBI — EN 13823:2020+A1:2022: avalia a contribuição do produto para o desenvolvimento do fogo.
    • Ignitabilidade — ISO 11925-2:2020: analisa o comportamento do produto perante uma pequena chama.
    • Classificação da reação ao fogo — EN 13501-1:2018: classifica a propagação do fogo, a produção de fumo e a formação de partículas incandescentes.

Ensaios realizados pela AFITI em 2024 e 2025 e pelo Itecons em 2025.

Desempenho acústico

O comportamento acústico foi avaliado ao nível da absorção do som e da sua transmissão entre espaços.

    • Absorção sonora — NP EN ISO 354:2007 e EN ISO 11654:1997: avalia a capacidade do material para absorver o som e reduzir a reverberação.
    • Isolamento a sons aéreos — ISO 10140 e ISO 717-1: mede a redução da transmissão sonora através de um sistema de parede.

Ensaios realizados pelo Itecons em 2025.

Um passo essencial para o setor da construção

O extenso e exigente programa de ensaios confirma o elevado desempenho dos ECOblocos ao nível térmico e mecânico, do comportamento ao fogo, da saúde e da sustentabilidade.

Ao contribuir para o primeiro Documento de Avaliação Europeu para blocos de cânhamo, a Cânhamor está a dar um passo decisivo para tornar esta solução reconhecida, especificável e mais acessível em toda a União Europeia.

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